Brasilianas

O que é?

O Brasilianas é um empreendimento de Economia Solidária organizado por mulheres e tem caráter de moda sustentável. Elas trabalham juntas para a transformação de banners e tecidos que não são mais utilizados pelas indústrias têxteis de São Paulo em matéria prima para a confecção de ecobags, necessaires e pastas. A equipe é formada por profissionais com o conhecimento para oferecer produtos de ótima qualidade e disposição para passar o conhecimento para outras pessoas participarem do processo.

O que faz?

O empreendimento produz ecobags, necessaires e pastas a partir do reaproveitamento de tecidos. As mulheres fazem a coleta dos tecidos a serem reutilizados e também dos banners, além de recebê-los, o que possibilita uma ação mais ativa na comunidade em que estão inseridas, a Brasilândia, visando integrar a geração de renda com a preservação ambiental do bairro. Desenvolvem três atividades econômicas complementares, que são suas fontes de renda: (1) arte reciclagem; (2) coleta seletiva e (3) confecção.

Onde?

Localiza-se na comunidade de Jardim Damasceno, Brasilândia, São Paulo. O Brasilianas integra um movimento de desenvolvimento local baseado nos princípios da Economia Solidária, buscando compartilhar os resultados e valorizando a cooperação e gestão coletiva como forma de organização do trabalho. As peças à venda têm os preços abertos e justos e é exposto ao consumidor todo o processo de fabricação do produto, desde a origem da matéria prima até a composição do valor final.

Por que?

O distrito Brasilândia, no qual a comunidade está inserida, se localizado na zona norte da Grande São Paulo e apresenta alto índice de vulnerabilidade social, além da precária situação das mulheres chefes de família. Segundo o IBGE, sua população é de aproximadamente 247 mil habitantes, sendo 14% com idade entre 13 a 19 anos. Outros 65% estão acima dos 19 anos e, desta fatia, 70% são mulheres.

O bairro registra os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade e é um dos distritos da capital paulista que tem maior concentração de negros(as). Em toda a cidade, os negros somam 39,7% da população, mas em algumas localidades da Vila Brasilândia este número chega a 60%. Dessa forma, uma atividade de desenvolvimento econômico estará colaborando também para o desenvolvimento social da região.

Como foi possível?

O início do Brasilianas foi possível após um incentivo pelo Programa Mulheres de Talento da Fundação Stickel com a formação de 10 mulheres em um curso de corte e costura oferecida pelo SENAI. Essa formação, juntamente com a consultoria de design André Cruz, possibilitou a essas mulheres que se reunissem para produzirem bolsas com o reaproveitamento de materiais. O empreendimento conta, desde então, com o apoio da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Fundação Getúlio Vargas, a ITCP-FGV, na assessoria em gestão dos negócios, comercialização e comunicação visual para o desenvolvimento e capacitação do grupo. A própria Fundação Getulio Vargas fornece lonas de banners utilizados.

Como estão?

O empreendimento conta com uma sede própria, localizada na Igreja São José Operário, na própria comunidade. Além da sede, o empreendimento conta também com computador, telefone e a disponibilização de 5 máquinas de costura industrias e duas mesas para corte de tecido.

Alguns Produtos:

Contato:

www.grupobrasilianas.com.br

contato@grupobrasilianas.com.br

Rua Helcio da Silva, 47 | Brasilândia

São Paulo/SP | CEP: 02854-060

Telefone: 11 3923.6194